Sistema reprodutivo afetado e altos níveis de infertilidade: essas são possíveis consequências da endometriose, doença ginecológica bastante comum entre as mulheres. Segundo o Ministério da Saúde, a doença afeta cerca de 15% das mulheres em período reprodutivo e 30% das mulheres inférteis, por isso exige tanta atenção.

Por isso, o acompanhamento clínico e os exames de imagem são fundamentais para um tratamento assertivo e que recupere a qualidade de vida da paciente. Nesse caso, o ultrassom transvaginal com preparo intestinal é o exame de imagem ideal para diagnóstico e acompanhamento do quadro.

 

Saiba todos os detalhes sobre o procedimento neste artigo!

 

O que é endometriose?

 

A endometriose se caracteriza por um distúrbio no endométrio, camada de tecido que reveste o útero, sendo muito importante para o sistema reprodutivo. Naturalmente, essa camada descama uma vez ao mês quando não ocorre a fecundação, dando início à menstruação.

 

No entanto, esse fluxo pode sofrer alterações, fazendo com que o endométrio se movimente em sentido contrário e cresça de forma anormal nas trompas, ovários, bexiga e outras partes da cavidade abdominal feminina. Geralmente, os sintomas incluem:

 

  • Cólicas intensas e frequentes;
  • Dor durante relações sexuais;
  • Dores pélvicas e abdominais;
  • Sangue na urina.
  • Dor á evacuação
  • infertilidade

 

Como funciona o ultrassom transvaginal?

 

O ultrassom transvaginal é um exame de imagem muito solicitado pelos ginecologistas. O exame acontece utilizando gel lubrificante e transdutor endocavitário para capturar as imagens em tempo real. Al[em disso, considere que ele pode ser convencional ou com preparo intestinal, que é a opção ideal para casos de endometriose.

 

Ultrassom transvaginal comum x Ultrassom transvaginal com preparo intestinal

 

O exame com preparo intestinal é o ideal para as mulheres com endometriose porque além de analisar o útero e ovários, ele possibilita melhor visualização de:

 

  • Trompas e ligamentos uterossacros;
  • Bexiga e ureteres;
  • Região retrocervical, retovaginal e vesicovaginal;
  • Alças do intestino delgado;
  • Apêndice;
  • Paredes pélvicas;
  • Reto sigmoide, local frequentemente acometido e pouco diagnosticado.

 

Através do exame, um mapeamento pélvico é obtido, no qual a localização, tamanho e extensão das lesões podem ser identificadas pelo radiologista. O preparo fornece redução significativa do resíduo intestinal, principalmente do cólon sigmoide e reto, para melhor visualização da parede destas estruturas, assim fica mais fácil localizar os focos de endometriose profundos ou infiltrativos.

Diferenças

 

Veja as principais diferenças entre o ultrassom transvaginal comum e o ultrassom transvaginal com preparo intestinal:

 

  • Capacitação – O exame deve ser feito por médicos especialistas, com treinamento para procurar as lesões nos locais mais comuns e mais prejudiciais, além de saber diferenciar lesões verdadeiras de falsos positivos. O radiologista experiente pode ainda correlacionar os achados do ultrassom com a ressonância magnética.

 

  • Duração – O tempo de exame é maior que o ultrassom convencional já que esse também é um exame mais complexo e específico, muitas vezes com a utilização do Doppler e manobras para verificar a mobilidade e grau de dor das lesões.

 

  • Protocolo – A realização do exame envolve etapas diferentes do ultrassom simples, que não exige preparo. Todos os órgãos do sistema reprodutivo da mulher e mais o intestino, bexiga e parede abdominal devem ser examinados. Em alguns casos, deve-se examinar até os rins e diafragma, conforme os sintomas de cada paciente.

 

  • Sensibilidade – O preparo intestinal, o médico especializado e o aparelho de melhor qualidade oferecem maior sensibilidade e, consequentemente, melhor visualização do útero, ovários e da parede intestinal, conferindo diagnóstico mais preciso, obtendo taxa de detecção de endometriose de até 98%.

 

  • Aparelho de alta resolução – Os aparelhos de ultrassonografia evoluíram bastante nos últimos anos, possibilitando a identificação de lesões cada vez menores. É importante realizar seu exame através de um aparelho moderno, que possibilite altas frequências de ondas sonoras.

 

O exame é fundamental não só para diagnóstico e acompanhamento da paciente, mas, também, para avaliações pré-operatórias.

 

Por que o preparo intestinal é necessário?

Para que o radiologista consiga identificar focos de endometriose profunda, ele precisa de uma “janela” livre de obstáculos. O intestino se localiza logo atrás do útero e dos ovários, e é um dos locais mais frequentemente acometidos pela doença (especialmente o reto e o sigmoide).

Existem três motivos principais para a realização do preparo:

1. Eliminação de Gases e Resíduos

O maior “inimigo” do ultrassom é o gás. No exame comum, as alças intestinais costumam estar preenchidas por gases e resíduos fecais que criam sombras e barreiras físicas para as ondas sonoras. Isso impede que o médico visualize o que está “atrás” do intestino ou até mesmo as paredes do próprio órgão. Com o preparo, o intestino fica vazio e limpo, permitindo uma visão cristalina de toda a região pélvica.

2. Identificação de Endometriose Intestinal

A endometriose no intestino pode se manifestar como pequenos nódulos ou infiltrações na parede do reto. Contudo, sem o preparo, esses focos podem ser facilmente confundidos com o conteúdo intestinal normal. Quando o intestino está devidamente preparado, qualquer irregularidade na sua parede torna-se evidente, permitindo que o médico meça o tamanho da lesão e a distância exata em que ela se encontra do ânus — informação crucial para o planejamento cirúrgico.

3. Avaliação da Mobilidade dos Órgãos

Um dos critérios para diagnosticar a endometriose profunda é verificar se os órgãos pélvicos estão “soltos” ou “presos” (aderidos) uns aos outros. Com o intestino vazio, o médico consegue realizar manobras suaves com o transdutor para ver se o útero e o intestino deslizam livremente. Se eles estiverem colados, isso indica a presença de aderências causadas pela endometriose, algo que o ultrassom comum raramente consegue detectar.

O preparo é o “segredo” da alta taxa de detecção

É graças a esse protocolo que o ultrassom transvaginal atinge taxas de detecção de até 98% para a endometriose profunda. Embora o dia anterior ao exame exija disciplina com a dieta e o uso de medicações, esse esforço é o que garante que você não sairá do consultório com um resultado “falso negativo”.

 

A importância dos exames de imagem no diagnóstico de endometriose

 

A endometriose é uma doença silenciosa que, normalmente, se desenvolve sem demonstrar sintomas, especialmente se a paciente faz uso de anticoncepcionais. Quando eles aparecem, o quadro já está avançado, prejudicando a fertilidade e a qualidade de vida da mulher.

 

Além disso, esses sintomas são muitas vezes “normais” dentro do ciclo menstrual. Porém, mulheres e adolescente com cólicas muito intensas devem ficam atentas e manter em dia as consultas periódicas e a realização de exames.

 

Em alguns casos, a paciente realiza vários exames ultrassonográficos simples e não se encontra a doença, pois o exame transvaginal simples pode não ser suficiente para o diagnóstico correto.

 

Agende já o seu exame!

 

Delicado e importante, o ultrassom transvaginal com preparo deve ser realizado em clínicas especializadas. Dê prioridade para profissionais radiologistas com conhecimento técnico em endometriose e com especialização em saúde da mulher, como a Dra Daniela Franco, em Uberlândia. Cuide da sua saúde e viva mais e melhor!